O Barão Vermelho começou em 1981. Maurício Carvalho de Barros(17 anos),teclados.Flávio Augusto Goffi Marquesini(19 anos),o Guto Goffi,bateria.Roberto Frejat(19 anos),guitarra.André Palmeira Cunha(16 anos),o Dé,baixo.Com essa formação,cristalizava-se o Barão Vermelho,em meio a ensaios na casa dos pais de Maurício,no bairro carioca do Rio Comprido. Faltava o vocalista. Chegaram até a ensaiar com Leo Jaime,mas o escolhido mesmo foi Agenor Miranda Araújo Neto,o Cazuza(23 anos),filho do diretor da gravadora Som Livre,João Araújo. Com Frejat,Cazuza formou uma das parcerias mais famosas e prolíficas do rock nacional. O primeiro LP,"Barão Vermelho",com a produção de Ezequiel Neves,Com o LP,lançado pela Som Livre,a banda surgia como o primeiro grupo que fazia um rock efetivamente brasileiro.A estréia de"Barão Vermelho" foi em 27/09/82,e contava com"Billy Negão","Ponto Fraco" e"Todo Amor Que Houver Nessa Vida". Em 1983 já saía nas lojas"Barão Vermelho 2". As rádios,na época,evitavam tocar as músicas do Barão, por não acharem comerciais.Bastou Ney Matogrosso gravar"Pro Dia Nascer Feliz" para o grupo estourar de vez.
Finalmente o verdadeiro sucesso:no ano seguinte,participam(atuando e compondo a trilha sonora)de"Bete Balanço",e a música-tema atiram o Barão Vermelho aos braços do povo. Foi um ótimo pretexto para lançarem"Maior Abandonado",terceiro disco de carreira,com a música-título,"Bete Balanço" e"Por Que A Gente É Assim?". O mesmo sucesso dividiria o caminho de Cazuza,que queria seguir mais intérprete e mais autoral,do resto do grupo. O grupo que se dividira logo após o Rock'n Rio I em 1985,seguia agora com o Frejat nos vocais. "Declare Guerra",o quarto disco do grupo,lançado(ainda pela Som Livre)no final de 1986,não perdeu o peso com a ausência de Cazuza,mas não teve publicidade.Desconfiados do abandono,o grupo,junto com Ezequiel Neves,seguiu em direção à WEA.Lá,em 1987,fizeram"Rock'n'geral".Este é um dos melhores discos da carreira do grupo.No entanto, precedeu a saída de Maurício Barros,também procurando seu lugar ao solo. Daí incorporaram-se o guitarrista Fernando Magalhães e o percussionista Peninha,que já tocavam com a banda. Com a nova formação,nasceu"Carnaval",em 1988.Com o hit"Pense e Dance",é considerado por Frejat o melhor trabalho do grupo. Aumenta o público dos shows,é hora de um disco ao vivo. "Barão Ao Vivo",gravado no Dama Xoc,em São Paulo,nos três primeiros dias de junho de 1989,vinha com releituras de"Bete Balanço","Pro Dia Nascer Feliz" e"Satisfaction",dos Stones.
Em 1990,como uma sina,sai mais um integrante,dessa vez o baixista Dé. É convocado Dadi para assumir o lugar vago.O(novo)Barão grava"Na Calada da Noite", onde daria preferência ao acústico,mas o que passou despercebido graças à canção"O Poeta Está Vivo", que se tornou um réquiem por Cazuza,morto em 7 de julho. O grupo só voltaria à cena com o"Supermercados da Vida",de 1992,onde manteria a opção acústica e soltaria"Pedra, Flor e Espinho" e a bela"Flores do Mal". Mais dois anos e o Barão solta"Carne Crua",mais elétrico,mais pesado,com direito a parceria de Frejat e Raul Seixas ("Pergunte ao Tio José") e os hits"Meus Bons Amigos" e"Guarde Esta Canção". Outro intervalo de dois anos e a banda lançaria o seu melhor disco da década de 90,"@lbum",onde regravou músicas que seus integrantes ouviam quando pirralhos.Embora o clima pareça nostálgico,o grupo deu vitalidade e modernizou canções que pareciam datadas de certas épocas,como"Vem Quente Que Estou Fervendo" (Jovem Guarda)e"Perdidos na Selva" (New Wave). Além disso,inovou ao oferecer,no CD,uma faixa multimídia,onde falam das músicas do álbum e outros assuntos.
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